Pessoas que não são bibliotecárias, frequentemente veem o catálogo como uma etapa burocrática de registro do documento, algo que serve para dizer que "o documento existe e está na biblioteca". Essa visão parte da ideia que a biblioteca é um lugar de guarda e armazenamento, um lugar morto, um depósito de objetos. Dentro dessa visão, qualquer um pode construir um catálogo, pois ele é apenas uma transcrição mecânica de descritores do livro. Geralmente, autor, título, subtítulo e, se a pessoa tiver a consciência que existe algo chamado "classificação", talvez transcreva o número da CDD ou CDU e o Cutter que estão na ficha catalográfica. Às vezes, alguns bibliotecários, principalmente em bibliotecas públicas, acabam reproduzindo essa visão, por não conseguirem espaço nem autonomia para exercer um olhar e uma prática especificamente biblioteconômicas e construir um catálogo decente. Dessa forma, quando e se há um catálogo, ele serve apenas para constar se determinado títu...